quarta-feira, 18 de setembro de 2019

“ É preciso amar as pessoas / Como se não houvesse amanhã / Porque se você parar pr'a pensar / Na verdade não há.” Escuta-se no refrão de “ Pais e filhos” de 1989 da banda legião urbana. A música narra em seus versos iniciais a história de uma pessoa que dá fim a própria vida após se jogar de uma janela de quinto andar.

Hoje o suicídio já é considerado uma epidemia mundial, suas consequências são devastadoras, muitas vezes não dá chance de resposta às perguntas dos parentes e amigos que ficaram com o sofrimento pela perda de quem optou por essa via.

Pode ser causado por diversos fatores, os motivos são pessoais. No entanto é importante salientar que o contexto social é um fator determinante. A falta de perspectivas de resolução dos problemas, passa pela ineficácia de políticas públicas voltadas à saúde, geração de empregos, prevenção da violência doméstica,  seguridade social, saneamento básico, etc.

Vivemos em um mundo que promete realizar desejos instantaneamente, a um toque na tela de distância. Compra-se  pela internet e  se recebe em casa, sem filas, sem estresse. A lógica das relações empresariais de consumo tem invadido nossas vidas afetivas: consumimos e somos consumidores de redes sociais. Criamos e  estimulamos tendências, nos preocupamos mais em parecer do que de fato ser. Temos milhares de amigos virtuais para suprir os encontros reais que não acontecem por conta do atual ritmo de vida, onde temos de dar conta de várias demandas ao mesmo tempo.

Dizemos  cada vez mais cedo a nossos filhos sobre a importância de se preparar para competir no mercado de trabalho que exige

cada vez mais. Somos educados para acumular bens materiais, então ficamos perplexos ao perceber que também  pessoas com excelentes condições financeiras se matam.


A experiência clínica  com jovens e adolescentes tem demonstrado que este grupo apresenta maior grau de vulnerabilidade, não estão dando conta. A indiferença, a falta de carinho, de uma palavra amiga estão fazendo falta. As rebeldias, agressividades, auto-mutilações, dependências químicas / tecnológicas  podem ser formas de comunicacão de um  pedido de socorro. Campanhas como o " Setembro Amarelo" são fundamentais para criar consciência  sobre a gravidade do suicídio, são um primeiro passo para percebemos mais o outro, oferecer e pedir ajuda, criar consciência que nossa dor não é bobagem.

Portanto, ame, cuide, fale, brinque, encontre, abrace como se não houvesse amanhã porque o presente é o momento em que tudo existe. Você não está sozinho.

Reflexão  do nosso psicólogo Antônio.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019


Hoje comemoramos um ano de muita alegria!!

Porquê estamos em festa? 

Há um ano atrás, foi incorporado em nossas atividades com artes marciais o jiu jitsu.
E este veio se tornando gradativamente um dos braços fortes do projeto "Lutando por um futuro melhor", supervisionado e desenvolvido pelo mestre André Shekináh, e sua equipe de professores de artes marciais.

Jiu Jitsu

Todas as terças e quintas das 20:00 as 22:00, oferecemos aulas de jiu jitsu, para crianças, homens e mulheres de nossa comunidade.
Esse sub-projeto começou no ano passado, sendo ministrado suas aulas pelo professor Thiago que junto com sua equipe.


Então pouco tempo surge e se desenvolve diante de nós e nossa comunidade mais uma grande paixão!


Através do acesso as artes marciais, as crianças, adolescente e jovens vem aprendendo o que é disciplina, ética, moral, solidariedade, inclusão, saúde, lutar por seus sonhos com dignidade, compromisso, perseverança e respeito.
O conceito de resiliência  tem tornado-se pratica de vida entre nós da "Resplandecer! 







Homens e Mulheres dividindo o mesmo espaço e aprendendo a vencer seus limites sem desvalorizar ou menosprezar o outro.

Com a auto estima resgatada e valores sendo restaurados, uma nova família dentro da família vem surgindo.
Temos o compromisso de oferecer nosso melhor, com o propósito de gerar o melhor em você!  









Cumprimos todos os costumes inerentes aos princípios desta arte marcial tão respeitada. 











Ainda não temos nenhuma parceria fechada, todos os nossos professores trabalham em outras atividades.

 Somos voluntários aqui na Resplandecer, pois compartilharmos do mesmo sonho.
 Decidimos lutar por um futuro melhor para nossa comunidade tão sofrida.
Mas por não termos recursos financeiros a nossa disposição, contribuímos com o que podemos, vendemos quentinhas, festivais de pasteis, fazemos sorteios, pedimos ajuda aos parentes, tudo o que estiver ao nosso alcance para manter os nossos equipamentos dentro dos padrões e normas técnicas e de segurança, mais taxas exigidas pelos  campeonatos e obisiídeos para as viagens de nossos alunos.




Venha faze-nos uma visita e aproveite para fazer uma aula experimental!!

Atenciosamente,

 Resplandecer.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Responsabilidade Social e Responsabilidade Ambiental

Neste texto proponho uma reflexão sobre a incoerência de separar os aspectos social e ambiental do conceito mais amplo de sustentabilidade.

Segundo Silva, 
 “...Sustentabilidade... É o processo político, participativo que integra a sustentabilidade econômica, ambiental, espacial, social e cultural, sejam elas coletivas ou individuais, tendo em vista o alcance e a manutenção da qualidade de vida, seja nos momentos de disponibilização de recursos, seja no período de escassez, tendo como perspectivas a cooperação e a solidariedade entre os povos e as gerações” (Silva, 2006,p.132).

No meu ponto de vista, visualizar o conceito de sustentabilidade separando as duas vertentes social e ambiental, como se fossem distintas, nos faz perder de vista o próprio conceito de sustentabilidade.
A responsabilidade social e ambiental é amplamente presente e discutida dentro do contexto de sustentabilidade e não deve ser vista separadamente.
Nunca vamos atingir o objetivo de gerar uma sociedade sustentável se focarmos apenas no macro (grandes resultados e transformações) e deixarmos de lado o micro (transformação da maneira de pensar e agir de cada indivíduo).
Mas como gerar uma nova maneira de pensar numa sociedade capitalista onde vencedor é  aquele que sobrepuja o mais fraco, onde o lucro vem acima dos princípios éticos e morais? 
Nesta sociedade de consumo, predatória, são negligenciados direitos básicos como: educação, moradia, alimentação, lazer, saúde, trabalho, ir e vir, expressão, religião, família, etc.
Como fazer um indivíduo enxergar seu potencial transformador da sociedade se este não se vê com dignidade, se vive à margem, se acostumou-se com a opressão e desespero da desigualdade conquistada por nosso egoísmo?
Para mim a “Responsabilidade Social”, trabalha com o indivíduo e as expressões de desigualdade de nossa teia social, transformando o indivíduo, de maneira a torná-lo agente transformador que se compromete com a “Responsabilidade Ambiental”, dentro das empresas, órgãos públicos e casas.
A  definição de desenvolvimento sustentável é : desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações em satisfazer suas próprias necessidades.
Logo desenvolver sustentabilidade é promover o desenvolvimento econômico simultaneamente com a geração de uma consciência de preservação ambiental. Isto significa promover relações justas de trabalho e viabilizar uma condição digna de sobrevivência. Garantindo a cada indivíduo seus direitos já estabelecido e bem definidos pela nossa constituição.


Ana Lucia F. S. Martins.

sábado, 16 de maio de 2015

              1º post Entendendo o conceito de  Sustentabilidade.

Em meados do século 20 começa  se falar em consciência ecológica e desenvolvimento sustentável.
Segundo CIOFI, 2010 sustentabilidade é um tema em pleno processo de discussão em esfera social, econômica e acadêmica. Uma variedade de concepções ao longo dos últimos anos foi refinada por importantes pesquisadores e fomentou cobranças mais rigorosas por parte da sociedade e posturas mais responsáveis por parte das corporações.